Os mil nomes da erva-mate trata dos tantos nomes populares e técnicos que já foram utilizados para a erva-mate (Ilex paraguariensis A.St.-Hil), ao longo de vários séculos e diversas etnias. Com base em obras e manuscritos originais, são demonstradas as razões pelas quais a antiga denominação “erva do Paraguai” converteu-se em “erva do diabo” e, também, porque o nome legítimo, válido e correto para a planta é Ilex paraguariensis (e não Ilex mate, Ilex curitibensis, Ilex brasiliensis, Ilex paranaensis ou outro qualquer).
Adicionalmente recupera-se a etimologia de seu nome científico, indiscutivelmente alusiva ao Paraguai, refutando qualquer outro tipo de relação toponímica. Além de trazer ao leitor uma infinidade de informações e documentos preciosos desde o Século XVI, é um alerta para que historiadores e produtores de conteúdo digital, ao tratar de temas biológicos, façam sua pesquisa bibliográfica fundamentada em fontes fidedignas e preferencialmente originais, que não se resuma à mera consulta a uma ou outra tradução, tampouco a sites duvidosos da internet.
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